domingo, 9 de junho de 2013

Jornalismo político

Por: Cleber Benvindo,
Dandara Nascimento,
Danilo Espigaroli
Francielle Tutumi e Melina Barreto

A especialização em jornalismo político é muito abrangente. A cobertura envolve acontecimentos que repercutem em diversas áreas.

O repórter que cobre a área política precisa dominar os fundamentos do funcionamento do Congresso, Câmara, Senado, ter uma noção básica da Constituição, e entender um pouco dos assuntos que envolvem a política.

É uma área desafiadora. Além do conhecimento histórico e leitura, o jornalismo político exige um cuidado maior com as fontes, visto que envolvem muitos interesses. No Congresso também existem muitas pessoas dispostas a passar informações: assessores, políticos, desafetos... O que exige muita apuração. Segundo o autor do livro Jornalismo Político, Franklin Martins, ouvir pessoas é um diferencial que faz com que se confirme alguma informação ou entenda melhor o assunto ou interesse em jogo.

Outra característica importante é a atenção com as características dos políticos. Entender como é o comportamento do entrevistado é um diferencial para a elaboração e principalmente quando existem mais informações a ser checadas, além de servir como uma ótima forma de detalhar o fato.

Os formandos podem atuar em diversos veículos, desde os jornais de bairros aos veículos que possuem grande circulação nacional. Além dos tradicionais, vale lembrar os conteúdos que são  oficiais, em canais de TV próprios como os casos abaixo, jornais e sites.

TV  SENADO
A TV Senado, é um canal que transmite discussões, eventos do Senado.
Foi criada em 1996, por José Sarney. O objetivo da TV é deixar o cidadão
por dentro de tudo que acontece na política do país.

TV CÂMARA
Transmite os eventos, discussões e procedimentos que acontecem na câmara e debates políticos. Foi criada em 1998.

 Algumas dicas:

Quem cobre política deve entender também o mínimo da história política recente do país. Ex.: o processo de redemocratização do país e a Constituinte, os governos militares e a luta contra a ditadura.
Converse com colegas jornalistas da mesma área;
Perceba os interesses por trás dos discursos;
Entenda a personalidade dos principais políticos;
Desconfie do que faz sentido demais;
Forme sua própria opinião.

Conheça alguns jornalistas que são referencias no jornalismo político brasileiro:
Carlos Castelo Branco
 1920-1993

Dora Kramer











Kennedy Alencar











Entrevista com Alexandre Garcia:

Alexandre Garcia
ALEXANDRE GARCIA TEM 72 ANOS, É FORMADO EM COMUNICAÇÃO SOCIAL PELA PUC – RS, É COMENTARISTA DO BOM DIA BRASIL, JÁ ATUOU NO JORNAL DO BRASIL NA COBERTURA DE ECONOMIA, DEPOIS POLÍTICA, NASCEU EM CACHOEIRA DO SUL-RS, E AOS 15 ANOS ERA LOCUTOR DA RÁDIO INDEPENDENTE DE LAJEADO.
 Em entrevista realizada em 21/05/2012, para a rádio que iniciou o seu trabalho como jornalista, ele fala um pouco sobre seu dia a dia, suas experiências, e até mesmo ameaças que recebeu na profissão.
Quem quiser ouvir: http://www.independente.com.br/player.php?cod=24738

Livro:
Um dos grande livros da área foi escrito por Franklin Martins, que possui ampla experiência pois foi comentarista político da TV Globo, da Globonews e da CBN. Trabalhou também no Jornal do Brasil,  onde cobriu a Constituinte, no SBT, em O Estado de S.Paulo, em O Globo, e foi correspondente do Jornal do Brasil em Londres em 1991 e 1992.

Jornalismo econômico

Por:Ana Flávia dos Prazeres,
Mariane Vieira e Violeta Araki

O Jornalismo econômico diz respeito à atividade jornalística centrada na cobertura e debate de temas ligados à economia, negócios e finanças e tem uma larga tradição em nosso País.

O mercado de trabalho

Os jornalistas de economia nunca tiveram uma situação de mercado tão espetacular como no ano 2000. Não bastasse o surgimento naquela no do Valor Econômico, bancos, empresas resolveram criar seus sites e precisaram de gente que conhecesse economia. Pela primeira vez, a procura por profissionais tornou-se maior que a oferta.

Tem emprego garantido quem conhece o funcionamento da economia, as fontes dentro e fora do governo.

A formação

Quem entra no jornalismo econômico tem a opção de aprofundar conhecimento setoriais frequentando cursos oferecidos pela Bolsa da Mercadorias e Futuros (BM&F), Bovespa, IBGE e entidades empresariais.


Um mercado feminino

Hoje, ao contrário do que ocorria no passado, a proporção de mulheres no jornalismo econômico é de 70% para 30% homens.

Os salários

Hoje, os salários são ligeiramente mais altos que os de outras editorias.

Nas grandes publicações (Valor, Estadão, Folha e revistas especializada) o salário médio é de 16 salários mínimos. Em Brasília, paga-se melhor: entre 32 e 40 salários mínimos mensais.

Os principais veículos:

Valor econômico- a primeira página prioriza a macroeconomia. O espaço para opinião é generoso.

Gazeta mercantil privilegia matérias de marketing e negócios. É muito focada na vida das empresas

Exame- é a revista especializada de maior tiragem. Foca a microeconomia, trazendo histórias de sucesso de empresas ou de executivos.

O Estado de São Paulo: entre os jornais não especializados, é o que dedica maior espaço à economia, com caderno diário de 10 páginas. É frequente a matéria de abertura do caderno virar manchete.

Folha de S.Paulo:  tem o caderno Folha Dinheiro, com sete páginas. Quase sempre o texto de abertura é um tema voltado à macroeconomia.

O Globo- não possui caderno próprio, divide com outros cadernos um encarte no jornal. Traz notícias que atraiam o consumidor.

Relação com as fontes

A cena de apuração do jornalista econômico geralmente é um gabinete do governo, de um empresário, mas para virar matéria, a coversa entre duas pessoas precisa ser movida por confiança, que é fundamental no jornalismo econômico.

Os assuntos quentes só chegam às mãos do repórter com exclusividade se ele desfrutar da confiança de seus informantes..

O off é um recurso amplamente utilizado no jornalismo econômico, o que não se pode é banalizar o uso do off.  Checar incansavelmente é a regra mais antiga do jornalista que lida com negócios.

O jornalismo de serviços

Na época da inflação, em 1980, em que os preços mudavam diariamente, os jornalistas foram levados a adaptar seu trabalho àquela realidade. O consumidor não conseguia entender a confusão econômica. Era preciso que alguém organizasse a desordem e indicasse: “veja o que está mudando em sua vida”.

O Jornal da tarde foi pioneiro em lançar uma coluna de serviços do jornalismo econômico, em que a inflação era o tema central.

As pessoas precisam encontrar informações para organiza seu orçamento doméstico. Ou seja, precisa saber como a inflação afeta seu salário, aluguel, etc.


Quem trabalha com nessa área do jornalismo precisa conhecer a macroeconomia (informações que permitem avaliar o desempenho da economia em seu conjunto).

É fundamental que ele entenda de: inflação, câmbio, produto interno, renda per capita, taxa de juros etc. Se não dominar o assunto, o repórter é facilmente enganado e não poderá contestar as informações.

Entrevistas são importantes, embora os figurões da política ou da economia dificilmente aceitem falar. Algumas vezes, a pergunta é mais reveladora do que a resposta.

Há situações em que a entrevista de uma autoridade esclarece questões que servirão de guia para os historiadores. São momentos de transformação, acontecimentos que mudam o cenário político ou econômico de um país, que revelam os bastidores de uma decisão importante.

A cobertura oficial

O problema não é que a imprensa cobre demais o governo, é o país que ainda depende muito dele. Enquanto não resolvermos nossos problemas mais básicos, é do governo que sairão as notícias mais importantes.

É essencial que o repórter associe as decisões do governo a pesquisas, dados, para explicar o impacto que essas medidas terão na vida da população.  O texto de economia exige esforço do repórter para traduzir em linguagem clara e acessível a frieza dos números e termos técnicos. 

Jornalismo comunitário

por: Lidiane Marques
Mariane Santos
Samara Kalil

Resgatar a identidade individual e coletiva da sociedade na qual determinada comunidade está inserida. Este é o objetivo do Jornalismo Comunitário, que se define ainda pelo jornalismo que se dedica ao relato de fatos de uma comunidade.  “É o meio de comunicação que interliga, atualiza e organiza a comunidade, e realiza os fins a que se propõe”. (Ciro Marconde Filho)
A grande mídia e os meios de comunicação tradicionais oferecem as pessoas uma comunicação passiva. O Jornalismo Comunitário por sua vez, proporciona uma comunicação ativa, dando aos indivíduos a chance de exercer sua cidadania, seus direitos, poder e dever. 
Este tipo de jornalismo é feito pelos próprios integrantes do bairro, comunidade, ou assim seja. Mas também precisa da ajuda de um jornalista de verdade. Um profissional que se destina ao trabalho de comunicação comunitária precisa ter sensibilidade e os olhos voltados para a comunidade, para os fatos que realmente têm importância para aqueles indivíduos que a compõem.
Os temas comuns nesta área são os problemas sociais e de infraestrutura como saneamento, água, luz, telefonia, trânsito, obras, desabamento de prédios e deslizamentos de terra, entre outros.  Também podendo abordar temas como festividades do local, quermesses, missas, nota de falecimento.
As fontes para a produção das pautas são síndicos, associações de moradores, prefeituras, secretarias municipais, órgãos locais de serviços públicos, especialistas e usuários (moradores).
História
No Brasil, o Jornalismo Comunitário se difundiu principalmente a partir dos anos 70 e 80 coincidindo com o período ditatorial, no qual as liberdades individuais perderam importância na modernidade.


Conheça alguns veículos de comunicação da região que colocam em prática o Jornalismo Comunitário
    Rádios:
  Rádio comercial AM
-  Jornal das 7 e Patrulha Comercial –Osvaldo Torino
  -Rádio Prudente AM
- Jornal da Manhã 1ª e 2 edição
  Rádio Jovem Som FM – Presidente Venceslau
- Programação Geral

Impresso
  O imparcial (Presidente Prudente)
-O jornal Imparcial trabalha com o jornalismo comunitário no Cadeno 2 ( cidades) , o jornal também tem canais para receber as sugestões da população via e-mail ou fone.
   Revista Radar (Presidente Venceslau)
  Jornal Debate Notícias (Presidente Epitácio)

TV
  SPTV 1 (Globo) aborda o jornalismo comunitário. Foi criada a blitz e o reloginho que tentam mostrar e solucionar os problemas de bairros e comunidades.

Entrevista com Heloise Hamada , editora de conteúdo do portal ifronteira – formou-se em julho de 2011 na Unoeste


Heloise Hamada 

“Essa não e uma pauta diária do portal, trabalhamos semanalmente. Mas essa é uma oportunidade de estarmos mais próximos aos problemas das comunidades”.
O portal criou o um canal chamado “você que manda” para que o população pudesse interagir, inclusive as pessoas que moram em outras cidades da região
“É uma oportunidade da comunidade se expressar, mostrar o que está errado, me orgulho em poder trabalhar com essas matérias, pois elas realmente mudam a vida das pessoas”.
A jornalista lembra que no ano passado o jornalismo comunitário do ifronteira.com ajudou a solucionar problemas, um deles foi de uma família do bairro Terras de Imoplam que vivia sem energia elétrica e sem água. Eles precisavam da energia para cavar um poço artesiano no local, procuravam a prefeitura mais nada era feito.
“É impressionante, mas eles passaram anos vivendo naquela situação e só quando o problema apareceu na mídia teve uma solução”.

“Existem diversos problemas que a população busca solução Buraco em rua, calçada, transporte público, lixo, e da forma que é possível vamos tentando solucionar, o interessante do portal é o fato dele permitir que a comunidade envie o material em fotos ou vídeos, provas de que o problema realmente existe”.

Vídeos: vejam dois exemplos de Jornalismo Comunitário na TV Fronteira:

Cemitério de carros é descoberto em Presidente Epitácio
http://www.ifronteira.com/noticia-regiao-46196

SPTV volta a Presidente Epitácio para verificar cemitério de carros
http://www.ifronteira.com/noticia-regiao-47910

Jornalismo científico

Por: Nathalia Vieira,
Tales Pinatto, 
Igor Takahashi,
Pedro Coutinho e Victor Palhares

A área científica é vasta; pesquisas se atualizam constantemente e proporciona ao jornalista informações relevantes, de interesse público e sempre atuais. Missão do jornalista: passar as informações, que tendem a ser rebuscadas, e específicas do ramo científico, de maneira clara, com uma linguagem simples e trazer o assunto para o contexto do leitor. No entanto o relacionamento do jornalista com a fonte, o cientista, nem sempre é cordial.


Jornalista X Cientista

Na busca de informações, jornalista deve respeitar o cientista que ainda não concluiu a pesquisa; por muitas vezes ele não quer falar e pede sigilo.

Do outro lado o jornalista também deve ter cuidado para não divulgar coisas que não tem comprovação nenhuma e ficar com o pé atrás com cientistas que querem aparecer antes do resultado.

Deve-se ter cuidado para não manchar a credibilidade; ter paciência e esperar o resultado.

Cientista muitas vezes passa anos no desenvolvimento de uma pesquisa. É até natural que quando ela está concluída, por desconhecer o trabalho da imprensa, o cientista quer destaque e credibilidade. E esta credibilidade que ele almeja está na totalidade da pesquisa, na íntegra, e nos termos técnicos utilizados.

Cabe então ao jornalista deve deixar claro que não vai caber a pesquisa inteira na revista ou jornal. Que a linguagem deve ser simples para que o leitor entenda. O assunto das nossas pautas não é a pesquisa dele e, sim, o problema que as pessoas têm e em quê a pesquisa dele vai resolver. Jornalista deve deixá-lo preparado para isso.



Escrevendo sobre Ciência

O foco não é a pesquisa, mas a solução. Muitas vezes, como já foi visto, cientista gostaria que o jornalista escrevesse o nome certo que ele usa. No entanto não dá para explicar nos termos utilizados por cientistas.

Deve-se humanizar as matérias; texto menos sério, menos empostado.Utilizar um jeito mais didático, umas comparações boas para que o leitor consiga entender.



Qual a dificuldade principal para o jornalista científico?

Acesso à fonte

Cientista achar que jornalista irá distorcer as informações

Nesse ramo há uma publicação excessiva de coisas que, supostamente, são a verdade. “Um cara diz que aquilo faz bem a saúde, já o outro diz que mata.”

Jornalista deve ter bagagem e base de conhecimento sobre o assunto, para não cair em pesquisas enganosas ou sem credibilidade, do tipo “A pesquisa foi feita com 10 pessoas”.

Desconfiança mútua (jornalista duvida da pesquisa e o cientista que ver a matéria antes da publicação)

Jornalismo científico não é uma área que você pode sentar e sair escrevendo tão fácil, que nem outros assuntos que estão mais perto da gente. Jornalista precisa entender o assunto que irá escrever, para não ser enganado e para que consiga fazer com que os leitores entendam.