Por:Ana Flávia dos Prazeres,
Mariane Vieira e Violeta Araki
Mariane Vieira e Violeta Araki
O Jornalismo econômico diz respeito
à atividade jornalística centrada na cobertura e debate de temas ligados à
economia, negócios e finanças e tem uma larga tradição em nosso País.
O mercado de trabalho
Os jornalistas de economia nunca tiveram uma
situação de mercado tão espetacular como no ano 2000. Não bastasse o surgimento
naquela no do Valor Econômico, bancos, empresas resolveram criar seus sites e
precisaram de gente que conhecesse economia. Pela primeira vez, a procura por
profissionais tornou-se maior que a oferta.
Tem emprego garantido quem conhece o
funcionamento da economia, as fontes dentro e fora do governo.
A formação
Quem entra no jornalismo econômico tem a
opção de aprofundar conhecimento setoriais frequentando cursos oferecidos pela
Bolsa da Mercadorias e Futuros (BM&F), Bovespa, IBGE e entidades
empresariais.
Um mercado feminino
Hoje, ao contrário do que ocorria no passado,
a proporção de mulheres no jornalismo econômico é de 70% para 30% homens.
Os salários
Hoje, os salários são ligeiramente mais altos
que os de outras editorias.
Nas grandes publicações (Valor, Estadão,
Folha e revistas especializada) o salário médio é de 16 salários mínimos. Em
Brasília, paga-se melhor: entre 32 e 40 salários mínimos mensais.
Os
principais veículos:
Valor
econômico- a primeira página prioriza a macroeconomia. O espaço para opinião é
generoso.
Gazeta
mercantil privilegia matérias de marketing e negócios. É muito focada na vida
das empresas
Exame-
é a revista especializada de maior tiragem. Foca a microeconomia, trazendo
histórias de sucesso de empresas ou de executivos.
O
Estado de São Paulo: entre os jornais não especializados, é o que dedica maior
espaço à economia, com caderno diário de 10 páginas. É frequente a matéria de
abertura do caderno virar manchete.
Folha
de S.Paulo: tem o caderno Folha
Dinheiro, com sete páginas. Quase sempre o texto de abertura é um tema voltado
à macroeconomia.
O
Globo- não possui caderno próprio, divide com outros cadernos um encarte no
jornal. Traz notícias que atraiam o consumidor.
Relação
com as fontes
A
cena de apuração do jornalista econômico geralmente é um gabinete do governo,
de um empresário, mas para virar matéria, a coversa entre duas pessoas precisa
ser movida por confiança, que é fundamental no jornalismo econômico.
Os
assuntos quentes só chegam às mãos do repórter com exclusividade se ele
desfrutar da confiança de seus informantes..
O
off é um recurso amplamente utilizado no jornalismo econômico, o que não se
pode é banalizar o uso do off. Checar
incansavelmente é a regra mais antiga do jornalista que lida com negócios.
O jornalismo de
serviços
Na
época da inflação, em 1980, em que os preços mudavam diariamente, os
jornalistas foram levados a adaptar seu trabalho àquela realidade. O consumidor
não conseguia entender a confusão econômica. Era preciso que alguém organizasse
a desordem e indicasse: “veja o que está mudando em sua vida”.
O
Jornal da tarde foi pioneiro em lançar uma coluna de serviços do jornalismo
econômico, em que a inflação era o tema central.
As
pessoas precisam encontrar informações para organiza seu orçamento doméstico.
Ou seja, precisa saber como a inflação afeta seu salário, aluguel, etc.
Quem
trabalha com nessa área do jornalismo precisa conhecer a macroeconomia
(informações que permitem avaliar o desempenho da economia em seu conjunto).
É
fundamental que ele entenda de: inflação, câmbio, produto interno, renda per
capita, taxa de juros etc. Se não dominar o assunto, o repórter é facilmente
enganado e não poderá contestar as informações.
Entrevistas
são importantes, embora os figurões da política ou da economia dificilmente
aceitem falar. Algumas vezes, a pergunta é mais reveladora do que a resposta.
Há
situações em que a entrevista de uma autoridade esclarece questões que servirão
de guia para os historiadores. São momentos de transformação, acontecimentos
que mudam o cenário político ou econômico de um país, que revelam os bastidores
de uma decisão importante.
A cobertura oficial
O
problema não é que a imprensa cobre demais o governo, é o país que ainda
depende muito dele. Enquanto não resolvermos nossos problemas mais básicos, é
do governo que sairão as notícias mais importantes.
É
essencial que o repórter associe as decisões do governo a pesquisas, dados,
para explicar o impacto que essas medidas terão na vida da população. O texto de economia exige esforço do repórter
para traduzir em linguagem clara e acessível a frieza dos números e termos
técnicos.

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