domingo, 9 de junho de 2013

Jornalismo econômico

Por:Ana Flávia dos Prazeres,
Mariane Vieira e Violeta Araki

O Jornalismo econômico diz respeito à atividade jornalística centrada na cobertura e debate de temas ligados à economia, negócios e finanças e tem uma larga tradição em nosso País.

O mercado de trabalho

Os jornalistas de economia nunca tiveram uma situação de mercado tão espetacular como no ano 2000. Não bastasse o surgimento naquela no do Valor Econômico, bancos, empresas resolveram criar seus sites e precisaram de gente que conhecesse economia. Pela primeira vez, a procura por profissionais tornou-se maior que a oferta.

Tem emprego garantido quem conhece o funcionamento da economia, as fontes dentro e fora do governo.

A formação

Quem entra no jornalismo econômico tem a opção de aprofundar conhecimento setoriais frequentando cursos oferecidos pela Bolsa da Mercadorias e Futuros (BM&F), Bovespa, IBGE e entidades empresariais.


Um mercado feminino

Hoje, ao contrário do que ocorria no passado, a proporção de mulheres no jornalismo econômico é de 70% para 30% homens.

Os salários

Hoje, os salários são ligeiramente mais altos que os de outras editorias.

Nas grandes publicações (Valor, Estadão, Folha e revistas especializada) o salário médio é de 16 salários mínimos. Em Brasília, paga-se melhor: entre 32 e 40 salários mínimos mensais.

Os principais veículos:

Valor econômico- a primeira página prioriza a macroeconomia. O espaço para opinião é generoso.

Gazeta mercantil privilegia matérias de marketing e negócios. É muito focada na vida das empresas

Exame- é a revista especializada de maior tiragem. Foca a microeconomia, trazendo histórias de sucesso de empresas ou de executivos.

O Estado de São Paulo: entre os jornais não especializados, é o que dedica maior espaço à economia, com caderno diário de 10 páginas. É frequente a matéria de abertura do caderno virar manchete.

Folha de S.Paulo:  tem o caderno Folha Dinheiro, com sete páginas. Quase sempre o texto de abertura é um tema voltado à macroeconomia.

O Globo- não possui caderno próprio, divide com outros cadernos um encarte no jornal. Traz notícias que atraiam o consumidor.

Relação com as fontes

A cena de apuração do jornalista econômico geralmente é um gabinete do governo, de um empresário, mas para virar matéria, a coversa entre duas pessoas precisa ser movida por confiança, que é fundamental no jornalismo econômico.

Os assuntos quentes só chegam às mãos do repórter com exclusividade se ele desfrutar da confiança de seus informantes..

O off é um recurso amplamente utilizado no jornalismo econômico, o que não se pode é banalizar o uso do off.  Checar incansavelmente é a regra mais antiga do jornalista que lida com negócios.

O jornalismo de serviços

Na época da inflação, em 1980, em que os preços mudavam diariamente, os jornalistas foram levados a adaptar seu trabalho àquela realidade. O consumidor não conseguia entender a confusão econômica. Era preciso que alguém organizasse a desordem e indicasse: “veja o que está mudando em sua vida”.

O Jornal da tarde foi pioneiro em lançar uma coluna de serviços do jornalismo econômico, em que a inflação era o tema central.

As pessoas precisam encontrar informações para organiza seu orçamento doméstico. Ou seja, precisa saber como a inflação afeta seu salário, aluguel, etc.


Quem trabalha com nessa área do jornalismo precisa conhecer a macroeconomia (informações que permitem avaliar o desempenho da economia em seu conjunto).

É fundamental que ele entenda de: inflação, câmbio, produto interno, renda per capita, taxa de juros etc. Se não dominar o assunto, o repórter é facilmente enganado e não poderá contestar as informações.

Entrevistas são importantes, embora os figurões da política ou da economia dificilmente aceitem falar. Algumas vezes, a pergunta é mais reveladora do que a resposta.

Há situações em que a entrevista de uma autoridade esclarece questões que servirão de guia para os historiadores. São momentos de transformação, acontecimentos que mudam o cenário político ou econômico de um país, que revelam os bastidores de uma decisão importante.

A cobertura oficial

O problema não é que a imprensa cobre demais o governo, é o país que ainda depende muito dele. Enquanto não resolvermos nossos problemas mais básicos, é do governo que sairão as notícias mais importantes.

É essencial que o repórter associe as decisões do governo a pesquisas, dados, para explicar o impacto que essas medidas terão na vida da população.  O texto de economia exige esforço do repórter para traduzir em linguagem clara e acessível a frieza dos números e termos técnicos. 

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